Identidade

Preciso ser um outro
para ser eu mesmo

À ternura pouca
me vou acostumando
enquanto me adio
servente de danos e enganos

Vou perdendo morada
na súbita lentidão
de um destino
que me vai sendo escasso

Conheço a minha morte
seu lugar esquivo
seu acontecer disperso

Agora,
que mais
me poderei vencer?

Existo onde me desconheço
aguardando pelo meu passado
ansiando a esperança do futuro

No mundo que combato morro
no mundo por que luto nasço

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