Amor: parte I

A invenção do amor é o encontro com o imperfeito e aqui está a sua grandeza. Nada se compara ao êxtase da imaginação, à adrenalina do inusitado, ao ciúme diante do livre amante, à ardência do anseio pelo melhor, ao sabor fugidio do fugaz, à satisfação do sentimento despertado. Sensações próprias da vida imperfeita, do que está sempre para ser, dos que sempre podem desejar uma outra coisa. Dos humanos.
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